Será que os espanhóis comem peixe azul?

Rico em ácidos gordos Ómega 3, o peixe é um alimento altamente benéfico para a nossa saúde cardiovascular. Apesar disso, mais da metade da população portuguesa não comer a quantidade suficiente desse peixe e 30% o afasta de sua dieta diária. Os japoneses e esquimós se apresentam como os dois coletivos da população a nível mundial, a maior quantidade de peixes consomem todas as semanas, além de que a incidência de doenças cardiovasculares nestas populações é a menor das sociedades ocidentais. Este fato vem a dar conta dos benefícios que um alimento como o peixe azul pode ter sobre o bem-estar de nosso coração. Consumo de peixe em Portugal Não obstante, a realidade que se desenha em nosso país com relação à ingestão deste tipo de peixe, rico em ácidos graxos poli-insaturados, como o Ômega 3, afasta-se, em grande medida, os japoneses e esquimós, se aderirmos os dados oficiais derivados de "Inquérito de consumo de peixe em Portugal 2015" empreendida pela Fundação Espanhola do Coração (FEC). Tais dados nos falam de que 52% da população portuguesa não consome a quantidade suficiente de peixe em frente a 30%, que impede por completo de sua alimentação diária. Mas, o que leva a que os espanhóis a agir desta forma, apesar de ser conscientes dos benefícios que o peixe azul pode ter para a nossa saúde como reduzir a pressão arterial e os níveis de colesterol? Podemos nos remeter às respostas lançadas pelas pessoas pesquisadas para a realização deste estudo. Assim, enquanto 17% dos entrevistados explica que o peixe está a um preço demasiado elevado para ser adquirido, todas as semanas, temos 18% que afirma ser um alimento complicado na hora de cozinhar e 31%, o que diretamente não gosta de seu sabor. Mais da metade dos entrevistados tem excesso de peso ou obesidade, além de levar uma vida sedentária, fatores de risco para o nosso coração. Tudo isso para não falar de que 56% não foi realizado qualquer exame médico a nível cardiovascular, como pode ser análise de sangue ou medir a pressão arterial, apesar de que 67% dos perguntados afirmam se preocupar com a saúde do coração. No que diz respeito às doenças cardiovasculares dos entrevistados, 13% sofre de diabetes, 15% problemas cardíacos e 18% hipertensão arterial. À luz de tais respostas, não é de estranhar que as taxas de consumo de peixe em Portugal são tão mínimas. Se nos concentramos por áreas geográficas, este estudo nos revela que o Levante é o lugar onde menos se consome este tipo de alimento, em frente às ilhas Canárias ou o norte da Península, onde a sua presença na dieta diária é mais comum. Peixes como o atum, anchova, salmão, cavala ou a sardinha contêm em sua composição nutricional de ácidos graxos poli-insaturados Omega 3. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não tem dúvida em afirmar que devemos tomar duas porções de peixe por semana. As doenças cardiovasculares, apresentadas como a primeira causa de morte em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), se podem evitar, em 80% dos casos, mediante a criação de hábitos de vida saudáveis, tal como afirma o doutor Leandro Praça. Tais hábitos passam por manter uma alimentação equilibrada e, claro, apostar em maior medida pelo peixe. Mas vós?, o encomenda incluir o peixe na sua dieta diária?