Resistência a insulina e WHEY o Mito ou realidade?

Este provavelmente é um dos temas que pode interessar a maioria das pessoas, já que a resistência à insulina (também conhecido como RI) vai influenciar no ganho muscular ou perda de gordura. Para aqueles que não sabem, a resistência à insulina refere-se à incapacidade parcial ou total, por parte de insulina, de produzir um efeito a nível fisiológico. Esta resistência pode ser, principalmente, a dois níveis: Obviamente, esta incapacidade do músculo para captar a glicose, que pode levar a doenças como diabetes (1), obesidade (2) ou cardiovasculares (3,4). A nível de desempenho, a resistência à insulina vai influenciar de forma negativa, já que se tem observado que as pessoas que têm RI usam mais glicogênio durante o treino, por meio da oxidação menos gordura. Este fenômeno produzirá uma maior fadiga e cansaço, sobretudo em exercícios em que se trabalhe em uma alta intensidade, onde o consumo de glicose é maior. Uma má sensibilidade à insulina, favorece o armazenamento de glicose como gordura corporal(5). Chegados a este ponto, podemos entender que as pessoas que ganham mais massa muscular de forma limpa, são as que maior sensibilidade à insulina têm. Embora existam várias formas de conseguir essa sensibilidade como pode ser treinamentos com pesos (6), Hiit (7) ou dietas baixas em hidratos de carbono (8), nos concentraremos o papel da WHEY neste aspecto. O problema é que muitas pessoas confundem a resistência à insulina gerada por uma incapacidade de introduzir glicose a nível muscular, com a resistência à insulina, que é gerado durante uma dieta alta em gorduras. No primeiro caso, existe uma patologia, onde o corpo é incapaz de introduzir glicose na célula, no segundo caso, o corpo pode meter glicose perfeitamente, mas prefere usar gordura como fonte de energia. A proteína de WHEY, ou, na sua ausência, os BCAAs vão influenciar a sensibilidade à insulina. Quando combinamos WHEY protein com carboidratos, aumenta a secreção de insulina, mas reduzimos os níveis de glicose a nível sanguíneo (9) tal como mostra o gráfico abaixo: Níveis de glicose no sangue após a ingestão ? Carboidratos WHEY, ? Carboidratos Estes níveis mais baixos de glicose vão beneficiar o nosso objetivo, já que um dos fatores que mais prejudica a captação de glicose pelo músculo é a hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue), diminuição da força muscular (10). Quando ingerimos proteína ou aminoácidos, o nosso corpo altera a fonte de energia a nível celular, por meio da oxidação, menos carboidratos (11), favorecendo que se use mais ácidos gordos como fonte de energia, embora a insulina está elevada. Este fato, que é benéfico, também se considera a resistência à insulina, já que diminui a glicose disponível para ser utilizada pelos tecidos (12). É certo que alguns estudos mostram efeitos adversos da ingestão de proteína sobre a resistência à insulina (13), no entanto, os sujeitos desse estudo eram pessoas de idade avançada e mulheres pós-menopáusicas, sendo dois grupos, onde a resistência à insulina ocorre de forma natural (14,15). Quando falamos de pessoas que praticam esporte, o consumo de WHEY tem um efeito benéfico sobre o desempenho, já que se observa que, quando combinado com carboidratos pré-treino reduz-se o uso de glicogênio (17). (17) Níveis de glicogênio tomar água/glicose ou glicose WHEY. Aumentar o WHEY pré-treino retarda a degradação de glicogênio Algo muito curioso, é que o tipo de proteína marca também o efeito sobre a recuperação do treino, já que a proteína hidrolisada aumenta o número de receptores GLUT4 em maior medida do que a WHEY (16) (receptores que permitem a entrada da glicose para o interior da célula muscular), pelo que, como conclui o estudo, a ingestão de proteína de WHEY é uma opção mais do que válida para prevenir a diabetes, ou o que é o mesmo a nível de nutrição esportiva, captar mais glicose pelos músculos. Em resumo, podemos ver como o consumo de WHEY não altera de forma negativa o metabolismo da glicose a nível muscular, e que até mesmo, em alguns casos, podem melhorar o desempenho ao impedir o uso antecipado do glicogênio como fonte de energia.