Prevenir e tratar o câncer de próstata a partir do exercício de

O câncer de próstata é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade nos homens, assim o especifica a Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC): "O câncer de próstata é o segundo mais frequente entre os homens, com cerca de 899.000 novos casos por ano no mundo". A próstata é uma glândula (conjunto de células cuja finalidade é produzir e liberar substâncias químicas utilizadas pelo organismo) que só existe no homem, e que está localizado na pelve localizado atrás do púbis, à frente do reto e imediatamente por baixo da bexiga da urina. Envolve e rodeia a primeira porção da uretra (canal que transporta a urina da bexiga para o exterior), atravesándola em todo o seu comprimento (uretra prostática). Estas características anatômicas feitas facilmente compreensível que todos aqueles mudanças e processos patológicos, tanto benignos (hiperplasia benigna da próstata), como de malfeitores, para que se produzam nesta glândula vão provocar alterações mais ou menos notáveis na forma de evacuar a urina (micção) e/ou ejacular. O risco de um homem ocidental de morte por câncer de próstata é de 3% (1 em cada 33), mas a probabilidade de serem diagnosticados com câncer de próstata é muito mais alta: cerca de um em cada seis (16,67%). A idade, o histórico familiar ou raça podem alterar estas probabilidades, mas sem dúvida, os hábitos e estilo de vida são particularmente determinantes no diagnóstico possível. Perante esta situação, para além de melhorar os tratamentos, as estratégias para reduzir o risco de contrair a doença devem ser um objetivo fundamental entre a população. Podemos observar, muitas vezes aparecem como estratégias nutricionais ("come isto, não aquilo"...) que podem ajudar a prevenir isso, mas as estratégias de atividade física são menos abordados neste aspecto e, desde então, constituem um pilar fundamental como vamos verificar. Os estudos têm mostrado que o exercício, e, em particular, o treinamento com pesos (faço referência a este tipo de treino, pois parece estar desvalorizado entre a população em virtude do treino cardiovascular) pode reduzir em até 40% o risco de sofrer desta doença. Mesmo para pessoas com excesso de peso, o aumento da massa livre de gordura é um fator positivo, em comparação com pessoas do mesmo peso (excesso de peso), mas com maior índice de gordura corporal. Resultados semelhantes têm sido relatados em outros estudos em relação ao exercício concorrente (força cardiovascular). Um 69% dos estudos realizados nos EUA ao longo de 12 anos mostraram uma associação entre esse tipo de exercício e a diminuição do risco de câncer de próstata. Especialmente interessante é que, desse 69%, pouco mais de 2/3 mostraram uma associação entre a diminuição do risco de câncer de próstata e os altos níveis de atividade de forma significativa (redução de risco média variou entre 10-30%). Isso equivaleria a mais de 75 minutos por semana, a uma intensidade relativamente alta (>6 METs) para contar com um nível de aptidão cardíaca ideal (ou o que é o mesmo, a quantidade incrível de 11 minutos por dia). A capacidade de exercício para modular os níveis de hormônios, prevenir a obesidade, melhorar a função imune e a reduzir o stress oxidativo é bem conhecida. O exercício também pode ser benéfico em homens que recebem tratamento para o câncer de próstata e ajuda os pacientes com câncer a se recuperar mais rápido, diminuindo ainda mais o risco de recorrência do câncer. Um dos benefícios do exercício é que diminui a sua resistência à insulina, e isso é uma estratégia profundamente eficaz para reduzir o risco de câncer. Isso cria um ambiente de baixo nível de glicose que desencoraja o crescimento e a propagação das células cancerosas. A gente obesa tem com freqüência concentrações maiores de insulina e o fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) no sangue (medida através de somatomedina na tabela abaixo), o que pode promover a formação de alguns tumores. Apesar de que o câncer de próstata é, em princípio, de crescimento hormonodependiente, o fato de ter câncer de próstata, juntamente com baixos níveis de andrógenos faz pensar que haja outros fatores que possam influenciar, como a insulina ou IGF-1. Isso resultaria vários recentes e o apreciam, com uma associação entre o aumento de IGF-1 e o adenocarcinoma de próstata. Se você mergulhar nas células de gordura hormônios que produzem, chamadas adipocinas, podem estimular ou inibir o crescimento celular. Por exemplo, a leptina, que abunda mais em pessoas obeso, parece que fomenta a proliferação celular, enquanto que a adiponectina, que é menos abundante em pessoas obeso, pode ter efeitos antiproliferativos. Portanto, os dados são claros em demonstrar que os homens fisicamente ativos e com maior índice de massa muscular magra podem reduzir em 10-40% o risco de desenvolver cancro de mama, em comparação com as pessoas inactivas. Prevêem-se, hoje, as doenças do amanhã, e, se não o puder fazer, nunca é tarde para melhorar sua qualidade de vida. Faça exercício, sem medo. Se você pode ser concorrente, introduzindo exercícios de força para a base cardiovascular, melhor.