Dor nas costas: presta atenção ao psoas

Dor lombar baixa, mais conhecidas como dores lombares, são comuns na população atleta e não atleta. Na hora de corrigi-las, talvez se infravalora o papel que o iliopsoas tem na estabilização da coluna. O iliopsoas é um músculo, constituído por sua vez, Psoas maior e Útero. Sua ação principal é a de "flexão de quadril", mas também ajuda em outras, como a rotação externa do fêmur ou da flexão do tronco para frente. Embora à primeira vista possa parecer que tem pouco a ver com a dor lombar, por ter inserção na coluna lombar (e dorsal), pode-se considerar como o único músculo de esta zona, que se conecta com as extremidades inferiores. E estas pontas (inferiores) são as que usamos para nosso deslocamento normal (caminhada, marcha, corrida) e em que se baseiam a grande maioria dos esportes para a sua prática. A tendência a essa característica possivelmente modifica (excesso de tônus muscular) do iliopsoas é motivada por duas causas, que às vezes passam despercebidos, mas com mais importância do que a priori se lhes dá: O encurtamento do psoas por estas razões, ocasiona uma postura hiperlordótica (costas arqueadas), que, em muitos casos, simplesmente com um trabalho adequado de flexibilidade, você pode conseguir melhorar a qualidade de vida. Outra alteração comum que se pode observar é quando o encurtamento se dá somente em um lado, produzindo um desalinhamento das vértebras lombares, dor na parte baixa das costas, especialmente no lado do músculo mais tônico. O futebol, como pudemos ver neste artigo, é um dos esportes mais associados com problemas no psoas por seu padrão intermitente e bato homolateral, acompanhado também do rugby, por exemplo. Acrescentaria a tudo isto, em especial nas salas de treinamento e esporte recreativo: O tratamento osteopático do psoas e a articulação do quadril tem demonstrado melhorias biomecânicas no padrão de marcha, corrida e melhorias significativas da dor lombar. Trabalhar a mobilidade de quadril, flexibilidade do psoas de forma planejada (dependendo do tipo e quantidade de esporte realizado), complementá-lo com liberação miofascial, e tomar consciência do core no seu conjunto, são as estratégias que teria que seguir para ter uma base sólida que evite dores nas costas decorrentes do encurtamento deste músculo.