Banda gástrica, tratamento seguro e eficaz para a obesidade

A banda gástrica, erigida como um dos métodos menos invasivos para a hora de tratar a obesidade, não é um tratamento do todo reconhecido em Portugal, apesar de sua ampla trajetória e benefícios, os quais podem se transformar em desvantagens se não se leva a cabo um acompanhamento adequado do paciente. Este fato poderia explicar a sua escassa influência em nosso país. Efeitos de banda gástrica do paciente Confirmada a sua eficácia na consecução da perda de peso, a banda gástrica permitirá que os pacientes experimentar um emagrecimento gradual, perdendo, em média, entre 0, 5 e 1 kg por semana durante o primeiro ano. Estamos diante de um processo reversível que não chega a alterar a anatomia do próprio paciente ou gerar alterações constantes no estômago ou nos intestinos, tudo isso para não falar de que se pode retirar sempre que se considere oportuno. Em função da evolução experimentada pelo paciente, a banda gástrica, ele vai ajustando diminuindo ou aumentando a capacidade do estômago. O risco de hipoabsorción é menor se comparado com o de outros procedimentos, como o bypass gástrico, uma vez que a banda permitirá a todo momento, a absorção normal dos nutrientes essenciais para o organismo do paciente. Em relação a outro tipo de intervenções, a banda gástrica apresenta um número mais reduzido de desconforto e complicações associadas ao tratar-se, como se tem dito em linhas anteriores, de uma técnica menos agressiva. Junto a tudo isso pode-se destacar o fato de que a banda gástrica é um procedimento cada local simples, com uma breve estada no centro hospitalar, que localiza-se entre um e três dias. A que se deve o pouco reconhecimento da banda gástrica em Portugal? Não obstante, a presença de inconvenientes como a sua extracção por um desgaste da banda, sua transferência, por um deslocamento da mesma ou uma lenta perda de peso inicial podem ser alguns dos motivos que explicaria o fato de que este tratamento não seja tudo reconhecido que merece em Portugal, ao contrário do que acontece em outros países como França, Estados Unidos ou Austrália, onde esta técnica é amplamente utilizada. Em qualquer caso, tem de ter muito presente que todos estes inconvenientes, não terá lugar se se verificarem dois fatores fundamentais. Por um lado, que o especialista médico realize um acompanhamento adequado do paciente e, por outro, que este último não consulte regularmente o seu centro médico para verificar qual é a sua evolução ou se recuse a cumprir com o protocolo estabelecido pelo próprio centro. "Na maioria dos fóruns cientistas espanhóis se questiona sua eficácia tendo relatado um número de reintervenciones para conversão a outra técnica pelo fracasso do procedimento ou por complicações a longo prazo decorrentes do mesmo. Com base em nossa experiência, tais falhas não ocorreriam se seguimos o protocolo de rastreamento aplicado em outros centros médicos, a nível internacional, que acumulam uma vasta experiência com este tratamento" são algumas das palavras lançadas pelo Dr. Jesus Lago, especialista em Cirurgia da Obesidade. Os estudos realizados a respeito nos mostram uma realidade bem distinta da que é considerada a estes fóruns, como antes disse o doutor, dado que proporciona uma melhora significativa na percentagem de perda do excesso de peso. Junto à análise do Dr. Jesus Lago, sob a denominação de "A banda gástrica ajustável como o tratamento da obesidade mórbida: são responsáveis os resultados globais, em Portugal? Análise de 132 pacientes construídos nos últimos 10 anos" e os ótimos resultados obtidos pelos pacientes, confirmou que a banda gástrica é um tratamento seguro e eficaz para a obesidade mórbida.